Coordenadora de Enfermagem da Faculdade Anhanguera alerta que desinformação pode levar ao abandono de tratamentos comprovados e elenca alertas como promessas milagrosas, falta de fontes e uso do medo
Por Redação — Publicado em 21/09/2026 – 14:52
Com a rápida circulação de conteúdos sobre doenças, tratamentos e medicamentos em aplicativos de mensagens e redes sociais, a proliferação de notícias falsas e sem comprovação científica tornou-se um problema de saúde pública. O alerta vem da enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Anelise Neuls Vieira Dos Santos, que ressalta como a desinformação pode induzir pacientes a abandonar terapias essenciais ou adotar condutas prejudiciais à vida.
A especialista aponta que a troca de tratamentos médicos consolidados por opções sem eficácia comprovada traz riscos severos, sobretudo em doenças crônicas como diabetes e hipertensão, cuja adesão medicamentosa é indispensável. Além do dano físico, postagens alarmistas e promessas infundadas provocam quadros de ansiedade e medo constante na população, comprometendo o bem-estar psicológico e emocional dos leitores.
Para evitar cair em golpes ou propagar boatos perigosos, Anelise lista sete sinais claros de fake news: ausência de fontes e autores identificados, promessas de curas milagrosas, incentivo à interrupção de medicamentos prescritos, uso exclusivo de depoimentos pessoais como “prova”, estatísticas de origem obscura, apelo ao medo e urgência para compartilhamento, e ausência do fato em veículos de comunicação ou órgãos médicos oficiais.
A docente reforça que nenhum conteúdo veiculado na internet deve substituir a consulta e o acompanhamento médico individualizado. Diante de qualquer dúvida sobre sintomas, exames ou prescrições, a orientação é buscar atendimento presencial com profissionais de saúde habilitados nas Unidades Básicas de Saúde ou consultórios de referência.
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