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Estudo mostra que OSS’s elevam produtividade e ampliamatendimento em hospitais públicos

Uma pesquisa conduzida por pesquisadores do Insper e da FGV/Eaesp, publicada no The Quarterly Journal of Economics, traz novas evidências sobre os efeitos da gestão por Organizações Sociais de Saúde

Estudo mostra que OSS’s elevam produtividade e ampliamatendimento em hospitais públicos
Airton Guimes da Silva
  • Publishedsetembro 30, 2026

Uma pesquisa conduzida por pesquisadores do Insper e da FGV/Eaesp, publicada no The Quarterly Journal of Economics, traz novas evidências sobre os efeitos da gestão por Organizações Sociais de Saúde (OSS) em hospitais públicos.

Por Redação – Publicado em 30/09/2026 às 15:44 – Foto: Magnific
 

O estudo analisou 127 hospitais públicos de São Paulo entre 2005 e 2022 e identificou que a transição da gestão direta para o modelo de OSS esteve associada a:

  • 40% de aumento nas internações hospitalares, tanto em atendimentos clínicos e cirúrgicos quanto em urgências e procedimentos eletivos;
  • 23% de aumento na rotatividade dos leitos;
  • 14% de crescimento na taxa de ocupação;
  • 9% de redução no tempo médio de internação;
  • 3% de queda na mortalidade geral nos municípios que adotaram o modelo.

Segundo os pesquisadores, o aumento no volume de atendimentos indica ganho de produtividade, com melhor utilização da capacidade instalada e dos recursos disponíveis. A análise também aponta que a maior rotatividade dos leitos não veio acompanhada de piora nos indicadores de segurança e desfecho clínico, como mortalidade intra-hospitalar e readmissões.
 

Outro fator destacado pela pesquisa é a maior flexibilidade na contratação de profissionais e na aquisição de equipamentos e insumos, que permitiria às OSS realizar ajustes de forma mais ágil e melhorar a utilização da estrutura hospitalar.
 

Os resultados, porém, mostram que a experiência da organização gestora é determinante: os efeitos positivos foram mais expressivos nos hospitais assumidos por OSS experientes. Nesses casos, as admissões cresceram 54%, contra 21% nas instituições administradas por organizações menos experientes; a rotatividade dos leitos aumentou 40%, contra 3%.
 

Para trazer uma análise sobre a discussão de como modelos de gestão mais flexíveis podem contribuir para produtividade, eficiência e ampliação do acesso à saúde, além dos critérios necessários para garantir bons resultados na escolha e no acompanhamento das organizações responsáveis pela gestão, a Predicado Comunicação tem fontes do setor à disposição para entrevistas:

  • Grupo Chavantes — Organização Social de Saúde presidida pela advogada especialista em Terceiro Setor, Leticia Bellotto Turim. A instituição gerencia mais de 30 projetos em seis estados brasileiros e ocupa a oitava posição entre as maiores entidades do setor no país, com gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões. Pode comentar, a partir da experiência prática na gestão de unidades de saúde, os desafios e resultados relacionados a produtividade, ocupação, giro de leitos, gestão de pessoas e utilização de recursos.
  • AHOSP — Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo — Entidade que reúne diferentes atores do ecossistema hospitalar e atua em temas como governança, eficiência operacional, sustentabilidade e boas práticas de gestão. Pode contribuir para o debate sobre os ganhos de produtividade apontados pelo estudo e sobre os desafios da gestão hospitalar no estado.
  • FEHOSP – Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo — Criou o Comitê das Organizações Sociais da Saúde (COSS), que tem como objetivo debater temas relacionados à gestão, sustentabilidade, desafios prioritários e alinhamentos estratégicos das Organizações Sociais de Saúde (OSS) no Estado de São Paulo.
  • Planisa — Especializada em planejamento e gestão de instituições de saúde, é responsável pelo BIP (Boletim Informativo Planisa), que reúne dados detalhados e segmentados, inclusive de hospitais públicos geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSS). O BIP permite acompanhar indicadores como custos por paciente-dia, ociosidade de centros cirúrgicos, produtividade e ocupação hospitalar, além dos custos médios de consultas e internações. A Planisa pode contribuir com uma análise técnica dos resultados do estudo e com dados que ajudam a contextualizar os ganhos de produtividade e eficiência na gestão hospitalar por OSS.
  • Grupo IAG Saúde — Especialista em gestão hospitalar e saúde baseada em valor, pode contribuir com uma análise técnica dos resultados do estudo, especialmente sobre os ganhos de produtividade, eficiência na utilização de leitos, tempo de permanência e relação entre volume de atendimento e qualidade assistencial. O grupo também possui experiência na análise de indicadores hospitalares por meio do DRG Brasil e vem acompanhando o debate sobre o papel das OSS na gestão do SUS.

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