Pesquisa indica que faixas de referência tradicionais da vitamina B12 podem ser inadequadas para proteger o sistema nervoso na terceira idade.
Bruno Bucis, da Agência Einstein – Publicado em 14/08/2026 – 16:14 – Foto: Freepik
Um novo estudo alerta para os riscos invisíveis do consumo inadequado de vitamina B12 na população idosa. De acordo com o artigo, pessoas acima de 70 anos podem estar sofrendo com os efeitos da carência do nutriente mesmo quando exames de sangue tradicionais indicam níveis teoricamente dentro da faixa de normalidade.
A vitamina B12 (cobalamina) desempenha um papel crucial no funcionamento do sistema nervoso central, na produção de glóbulos vermelhos e na síntese de DNA. Contudo, com o envelhecimento, o organismo reduz a produção de ácido gástrico e do fator intrínseco, elementos essenciais para extrair e absorver a B12 presente nos alimentos.
“Níveis de vitamina B12 tidos como aceitáveis para adultos jovens podem ser insuficientes para prevenir a degeneração neurológica em pessoas com idade mais avançada”, destacam os pesquisadores no artigo.
Os perigos para a saúde neurológica
A escassez da vitamina no organismo manifesta-se de forma gradual e muitas vezes silenciosa. Entre os principais impactos relatados por especialistas, destacam-se:
- Declínio cognitivo: Lapsos de memória, dificuldade de concentração e quadros semelhantes à demência;
- Danos aos nervos periféricos: Sensação de formigamento ou dormência nas mãos e nos pés, além de perda de equilíbrio;
- Sintomas sistêmicos: Fadiga crônica, fraqueza muscular e alterações de humor.
Por se confundirem com o processo natural de envelhecimento ou com outras doenças neurodegenerativas, esses sinais frequentemente demoram a ser associados à falta de B12, retardando o início do tratamento.
A necessidade de novos exames e prevenção
O estudo sugere que os critérios de avaliação médica para a terceira idade sejam atualizados. Para identificar com precisão se o corpo está utilizando a vitamina adequadamente, pesquisadores recomendam a dosagem de marcadores metabólicos secundários, como a homocisteína e o ácido metilmalônico (MMA).
Fontes alimentares ricas em B12 incluem carnes, peixes, ovos e laticínios. No entanto, devido à redução na capacidade de absorção fisiológica, o acompanhamento médico e a suplementação orientada tornam-se ferramentas fundamentais para garantir a longevidade e a saúde neurológica dos idosos.
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