Dormir menos de 5 horas após os 50 anos aumenta em até 40% o risco de doenças crônicas, indica estudo

Estudo publicado na revista PLOS Medicine aponta riscos à saúde para quem tem mais de 50 anos e dorme menos de 5 horas por noite; especialistas explicam fatores genéticos e a importância da qualidade do descanso.

Por Adela Suliman /Estadão – Publicado em 24/07/2026 – 15:45 – Foto: IA

Você tem mais de 50 anos e costuma dormir cinco horas ou menos por noite? Esse hábito pode representar um risco considerável para a sua saúde a longo prazo. Um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine, conduzido por pesquisadores da University College London e da Université Paris Cité, revelou que dormir pouco nessa faixa etária aumenta significativamente as chances de desenvolver duas ou mais doenças crônicas simultaneamente (multimorbidade), como câncer, diabetes, depressão e enfermidades cardíacas.

A pesquisa acompanhou cerca de 8 mil funcionários públicos britânicos ao longo de 25 anos e apontou que, aos 50 anos, pessoas com repouso insuficiente têm 30% mais chances de diagnóstico de doenças crônicas. O risco sobe para 32% aos 60 anos e atinge 40% aos 70 anos, em comparação com quem dorme sete horas por noite.

Necessidade individual e genética do sono

Apesar das recomendações gerais sugerirem de 7 a 8 horas diárias de descanso para adultos, especialistas reforçam que não existe uma “meta mágica” universal. Segundo o consultor de sono Neil Stanley, a quantidade de horas que cada indivíduo necessita é parcialmente determinada por fatores genéticos.

“O mais crucial é o quão bem nos comportamos quando estamos acordados. Se formos capazes de funcionar, resolver problemas e refletir sobre nós mesmos, provavelmente estaremos dormindo o suficiente”, ressalta o neurocientista Russell Foster.

Necessidade média de sono por faixa etária (CDC)

Faixa EtáriaHoras Recomendadas por Dia
Bebês (menos de 1 ano)Até 16 horas
AdolescentesAté 10 horas
Adultos e Idosos7 ou mais horas

Sinais de alerta e higiene do sono

Indicadores comuns de que o corpo não está recebendo o descanso necessário incluem o uso de múltiplos alarmes, cansaço contínuo, irritabilidade, dependência excessiva de cafeína e impulsividade.

Para melhorar a qualidade do sono profundo (de ondas lentas), epidemiologistas e médicos recomendam práticas de higiene do sono:

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