Doce ilusão: Açúcar demerara impacta o corpo da mesma forma que o refinado, alerta médica

Termos como “açúcar total”, “açúcar adicionado” e “sem adição de açúcar” geram confusão nas prateleiras; especialista Stephanie Rizk detalha os limites diários recomendados para proteger o coração.

Por O Globo – Publicado em 13/07/2026 10:42 Foto: IA

Decifrar as tabelas nutricionais e as alegações impressas nas embalagens dos alimentos industrializados tornou-se um desafio para o consumidor. Expressões como “zero açúcar”, “açúcares totais” e “açúcares adicionados” frequentemente induzem a erros na hora das compras. Para sanar de vez essas dúvidas, o projeto Vida Boa convidou a médica cardiologista Dra. Stephanie Rizk para detalhar o funcionamento e a leitura correta das nomenclaturas vigentes.

Entenda a diferença entre as nomenclaturas dos rótulos

A médica explica que compreender as especificações técnicas da tabela nutricional é o primeiro passo para o controle metabólico e a prevenção de doenças crônicas:

Do ponto de vista clínico, o foco principal de restrição deve se concentrar nos açúcares adicionados, uma vez que o consumo em excesso desse grupo está diretamente ligado ao ganho de peso acelerado, ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 e ao aparecimento de cáries dentárias.

O mito do açúcar demerara e os limites de consumo diário

Outro ponto desmistificado pela especialista é a fama associada ao açúcar demerara, amplamente comercializado como uma alternativa supostamente “mais saudável” ao açúcar branco tradicional. A Dra. Stephanie Rizk esclarece que, no que diz respeito ao impacto real sobre os níveis de glicemia no sangue e a sobrecarga do organismo, o demerara age de forma muito parecida com o açúcar refinado.

Por essa razão, o demerara deve ser contabilizado rigidamente dentro do teto diário máximo de ingestão de açúcares. Segundo os critérios oficiais estabelecidos pela American Heart Association (AHA), a recomendação de consumo seguro é de:

A médica alerta que essas cotas máximas incluem a totalidade dos açúcares inseridos em toda a rotina alimentar ao longo do dia — englobando desde os biscoitos e molhos prontos consumidos nas refeições até aquela colherada utilizada para adoçar o cafezinho. “Quanto menor for a ingestão de açúcares adicionados, melhores serão os índices de saúde cardiovascular e metabólica do indivíduo”, conclui.

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