Diabetes tipo 5: Brasil inicia rastreamento de condição ligada à desnutrição

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Associada à desnutrição e à insegurança alimentar, a condição começará a ser monitorada no Norte e Nordeste após reconhecimento formal da Federação Internacional de Diabetes.

Por Redação — Publicado em 27/08/2026 15:46 – Foto: Freepik

O Brasil dará início ao rastreamento da diabetes tipo 5, uma condição associada à desnutrição que recentemente passou a ser reconhecida de forma oficial pela Federação Internacional de Diabetes (IDF). As primeiras regiões a participarem da iniciativa serão o Norte e o Nordeste, locais onde foram detectados os maiores índices de insegurança alimentar e desnutrição no país.

A medida é fruto de uma parceria entre a IDF, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Fiocruz, utilizando pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“A IDF dá agora visibilidade a uma condição há muito negligenciada. Precisamos identificar essas pessoas, corrigir classificações equivocadas e avançar para um tratamento mais adequado às características desse tipo de diabetes”, afirma a endocrinologista Hermelinda Cordeiro Pedrosa, vice-presidente global da IDF e membro da SBEM.

O que é a diabetes tipo 5 e quais são seus sintomas?

A diabetes tipo 5 decorre da falta de nutrição adequada durante fases cruciais do desenvolvimento do pâncreas na infância. Isso faz com que o organismo apresente uma capacidade reduzida de produzir insulina, embora continue sensível à ação do hormônio.

Geralmente confundida com os tipos 1 ou 2, a condição afeta cerca de 25 milhões de pessoas no mundo, sendo mais comum em países em desenvolvimento. Os principais indicadores incluem:

Diagnóstico e tratamento específico

O diagnóstico é realizado ao cruzar o histórico clínico e nutricional do paciente com exames laboratoriais, como a dosagem de peptídeo C (que avalia a produção de insulina pelo pâncreas) e a pesquisa de autoanticorpos.

A identificação correta é crucial, pois o tratamento da diabetes tipo 5 difere das outras modalidades. Por manterem a sensibilidade ao hormônio, os pacientes não podem receber altas doses de insulina — sob o risco de desenvolverem crises graves de hipoglicemia. O plano terapêutico costuma envolver pequenas doses de insulina ou medicamentos orais, combinado a um acompanhamento focado na correção das deficiências nutricionais.

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