No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, especialista da Rede Fadelito destaca que o aprendizado sobre diversidade, empatia e pertencimento começa no cotidiano das brincadeiras e no exemplo dos adultos
Por Redação — Publicado em 19/09/2026 – 08:52 – Foto: Magnific
Muito antes de assimilar conceitos teóricos como acessibilidade, inclusão e diversidade, as crianças aprendem sobre a convivência humana na prática diária. É durante as brincadeiras, os momentos de refeição e as atividades em grupo que elas percebem que cada pessoa possui ritmos, características e formas próprias de se relacionar com o mundo. Por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a Educação Infantil ganha destaque nas discussões sobre a formação de cidadãos conscientes.
Para Lilian Lemos de Souza, supervisora pedagógica da Rede Fadelito de Educação Infantil, a inclusão genuína na primeira infância pressupõe pertencimento e participação ativa. Segundo a especialista, não basta apenas garantir a presença física da criança com deficiência no ambiente escolar; é necessário estruturar condições para que ela participe integralmente de todas as vivências ao lado de seus pares da mesma faixa etária, fortalecendo vínculos e a autonomia.
“Quando falamos em inclusão na primeira infância, falamos de pertencimento. Toda criança deve ter o direito de brincar, aprender, explorar e estabelecer vínculos. Não basta estar no mesmo ambiente, é preciso fazer parte dele”, ressalta Lilian. Ela acrescenta que a adaptação de jogos e a postura respeitosa dos adultos ao redor são pilares essenciais para que as diferenças sejam encaradas com naturalidade e sem comparações.
Para auxiliar pais, familiares e educadores nesse processo contínuo, a especialista lista quatro atitudes práticas que ajudam os pequenos a desenvolverem empatia e respeito no dia a dia:
- Fale sobre as diferenças com naturalidade: Acolha as dúvidas e a curiosidade infantil explicando, de forma simples e adequada à idade, que as pessoas possuem características e necessidades distintas.
- Evite comparações: Respeite o tempo e o desenvolvimento individual de cada criança, valorizando seus progressos pessoais sem gerar cobranças.
- Ensine a ajudar sem retirar a autonomia: Incentive a criança a oferecer auxílio perguntando se o colega necessita de apoio, garantindo que o outro mantenha o poder de decisão sobre suas ações.
- Aposte em histórias e brincadeiras plurais: Utilize livros, filmes e brinquedos que retratem diferentes corpos, formas de comunicação e realidades, garantindo representatividade e ampliando o repertório social dos pequenos.
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