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Dia Mundial do Alzheimer: saiba diferenciar esquecimento comum de sinais de alerta

No Dia Mundial do Alzheimer (21/09), o CEJAM alerta para sinais de perda de autonomia que diferenciam esquecimentos normais da demência. Estudo norueguês mostra que o cérebro muda 7 anos

Dia Mundial do Alzheimer: saiba diferenciar esquecimento comum de sinais de alerta
Airton Guimes da Silva
  • Publishedsetembro 21, 2026

Pesquisa norueguesa revela que alterações no cérebro começam sete anos antes dos exames detectarem placas da doença; especialista do CEJAM destaca a importância do diagnóstico precoce e da observação familiar

Por Redação — Publicado em 21/09/2026 – 14:34

No Dia Mundial do Alzheimer, celebrado neste 21 de setembro, especialistas voltam a atenção para uma das dúvidas mais recorrentes em consultórios de geriatria e neurologia: como diferenciar um esquecimento comum do cotidiano de um sinal inicial de demência? O alerta emitido pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) ganha urgência renovada após descobertas da Universidade de Oslo, na Noruega, que demonstraram que o cérebro começa a sofrer danos estruturais e funcionais cerca de sete anos antes de as placas da proteína beta-amiloide serem visíveis em exames tradicionais.

A Dra. Márcia Rodrigues, neurologista do CEJAM, esclarece que o principal fator divisor entre a desatenção corriqueira e a decadência cognitiva é o nível de prejuízo à independência e à autonomia do indivíduo. Enquanto esquecer o nome de um conhecido recente pode ser resultado de estresse ou fadiga mental, perder o caminho para casa, apresentar falhas ao administrar o próprio dinheiro ou esquecer como operar eletrodomésticos habituais são sinais claros de alerta.

Além das falhas na memória recente, o quadro costuma envolver sinais comportamentais e emocionais, tais como oscilações bruscas de humor, apatia, isolamento social e desorientação em relação a dias e horários. Um diagnóstico precoce permite adotar abordagens multidisciplinares que preservam a qualidade de vida por mais tempo, além de permitir o planejamento da rotina familiar, reduzindo o desgaste emocional dos cuidadores.

Por ser uma condição complexa, o processo investigativo inclui avaliação clínica, testes neuropsicológicos, análises do líquor e exames de imagem, sendo indispensável a presença de um acompanhante para relatar o histórico de rotina do paciente. A investigação também serve para descartar quadros reversíveis ou “falsos diagnósticos”, como depressão, TDAH, ansiedade ou deficiências vitamínicas. Medidas preventivas, como a prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e o controle rígido de hipertensão e diabetes, continuam sendo as melhores estratégias científicas para preservar a reserva cognitiva.

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