Dia de Conscientização da Fibromialgia: Entenda a importância do Tai Chi Chuan e da TCC no controle da dor

No Dia Nacional de Conscientização, especialistas destacam abordagens interdisciplinares para melhorar a qualidade de vida de 3% da população brasileira

Por O Globo/Camilla Alcântara – Publicado em 12/05/2026 às 06:01 – Foto Freepik

Neste 12 de maio, o Dia Nacional de Conscientização à Fibromialgia e o movimento Maio Roxo trazem luz a uma síndrome que afeta cerca de 3% dos brasileiros. Caracterizada por dores musculares generalizadas e crônicas, a fibromialgia é a segunda doença reumatológica mais comum no país, perdendo apenas para a osteoartrite.

A síndrome tem maior incidência em mulheres entre 30 e 50 anos e, embora não apresente inflamação visível em exames, causa um impacto profundo na vida pessoal e profissional dos pacientes.

Sintomas além da dor

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), os sintomas formam um quadro complexo que inclui:

O ortopedista Maurício Leite (SBOT) explica que a doença pode ser incapacitante. “É como se o corpo estivesse permanentemente operando com a bateria crítica. Manter constância e desempenho em jornadas de trabalho prolongadas torna-se um desafio hercúleo para esses pacientes”, afirma.

Novas Diretrizes Brasileiras

A SBR atualizou em maio de 2026 as diretrizes para o tratamento da fibromialgia, consolidando estudos realizados desde 2010. O novo documento coloca o tratamento não farmacológico como prioridade:

  1. Exercícios Físicos: Práticas como o Tai Chi Chuan são recomendadas pela combinação de movimentos leves, controle respiratório e equilíbrio, auxiliando na regulação do processamento central da dor.
  2. Terapias Psicológicas: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é essencial para lidar com os aspectos emocionais e reeducar a percepção da dor.
  3. Educação do Paciente: O entendimento da doença por parte do paciente e de sua família é fundamental para o sucesso do tratamento interdisciplinar.

O presidente da SBR, José Eduardo Martinez, enfatiza que, por ser uma doença com sintomas subjetivos e sem alteração no exame físico, a conscientização é o primeiro passo para um atendimento digno. “Esclarecer a população facilita a abordagem e melhora o acolhimento desses pacientes”, conclui.

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