Pertencente a uma classe moderna de medicamentos, o lemborexanto atua bloqueando a orexina — substância responsável por nos manter acordados — e reduz os efeitos colaterais comuns dos hipnóticos tradicionais.
Por Larissa Beani – Publicado em 28/08/2026 17:03 – Foto: Liudmila Chernetska/Getty images
A chegada do Dayvigo (lemborexanto) ao mercado brasileiro representa um avanço significativo para a medicina do sono. Indicado para o tratamento da insônia em adultos, o fármaco faz parte de uma nova classe terapêutica conhecida como antagonistas dos receptores de orexina.
Ao contrário dos medicamentos tradicionais (como os benzodiazepínicos e os chamados “drogas Z”), que atuam deprimindo o sistema nervoso central para forçar o adormecimento, o Dayvigo age inibindo o mecanismo cerebral de alerta e vigília.
Diferenciais e mecanismo de ação
- Bloqueio da orexina: O remédio “desliga” os neurotransmissores que mantêm o cérebro em estado de alerta, permitindo que a arquitetura natural do sono se restabeleça.
- Menor risco de dependência: Por ter uma atuação direcionada, apresenta um perfil de segurança superior, reduzindo os riscos de vício e tolerância a longo prazo.
- Redução do efeito ‘ressaca’: Proporciona menor incidência de sonolência residual, tonturas e déficits cognitivos na manhã seguinte ao uso.
- Melhora do sono contínuo: Eficaz tanto no momento do adormecimento quanto na prevenção dos despertares noturnos frequentes.
Apesar das vantagens, especialistas ressaltam que o medicamento exige prescrição e acompanhamento médico rigoroso, além de devidamente associado à higiene do sono e mudanças no estilo de vida.
SERVIÇO / INFORMAÇÃO ÚTIL
- Princípio Ativo: Lemborexanto (Dayvigo)
- Classe: Antagonista dos receptores de orexina (DORA)
- Indicação: Tratamento da insônia em adultos (dificuldade para iniciar ou manter o sono)
- Retenção de receita: Venda sob prescrição e controle médico
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