Doença transmitida pela picada de mosquitos infectados exige vigilância epidemiológica contínua e ações de combate aos vetores para conter novos surtos no país.
Por Paulo Eduardo Brandão — Veja Saúde – Publicado em 02/09/2026 às 16:43 – Foto Gemini IA
O Vírus do Nilo Ocidental (West Nile Virus), cuja história remonta a registros e hipóteses que atravessam séculos — desde a Antiguidade até os dias de hoje —, volta a exigir atenção da saúde pública com a confirmação de casos recentes no Brasil. A enfermidade é uma arbovirose mantida na natureza por um ciclo que envolve aves (hospedeiras amplificadoras) e mosquitos, principalmente do gênero Culex (o pernilongo comum).
Humanos e outros mamíferos, como os cavalos, são considerados hospedeiros acidentais ou “finais”, pois não desenvolvem carga viral suficiente para retransmitir o vírus a outros mosquitos. No entanto, a infecção em pessoas pode evoluir de formas assintomáticas a quadros graves.
Desafios, Sintomas e Controle Por não dispor de vacina de uso humano nem de tratamento antiviral específico, a principal estratégia contra o vírus é a prevenção:
- Manifestações Clínicas: A maioria dos infectados é assintomática. Contudo, cerca de 20% apresentam a Febre do Nilo Ocidental (com febre, dor de cabeça, dores do corpo e manchas na pele). Em menos de 1% dos casos, o vírus pode invadir o sistema nervoso central, causando meningite ou encefalite grave.
- Prevenção e Vetor: O combate ao mosquito Culex e a eliminação de criadouros de água parada permanecem como a única barreira eficaz para evitar a circulação da doença.
- Vigilância Epidemiológica: O monitoramento constante de aves mortas ou doentes e de casos neurológicos em equídeos é essencial para antecipar e conter a circulação do vírus antes que atinja a população humana.
A detecção precoce dos focos do vírus permite que as autoridades de saúde adotem medidas imediatas de bloqueio, reforçando o uso de repelentes, telas nas janelas e a eliminação de focos de reprodução dos insetos.
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