Creatina é benéfica para o corpo e a mente? Veja o que a ciência mais recente diz sobre isso

Novo livro do pesquisador Mehdi Boroujerdi explora o papel do suplemento na regeneração de energia celular e seus potenciais benefícios cognitivos

Por Redação O GLOBO- Publicado em: 04/05/2026, às 14:58 – Foto – Freepik e IA

A creatina, composto orgânico frequentemente associado ao desempenho esportivo, está sob novos holofotes científicos. No recém-lançado “Manual de Creatina e Cinética In Vivo da Creatinina”, o pesquisador farmacêutico Mehdi Boroujerdi desmistifica o suplemento e revela que seu impacto vai muito além da performance muscular, atingindo a saúde do cérebro e do coração.

Diferente do que muitos acreditam, a creatina não é um esteroide. Ela é produzida naturalmente pelo corpo (fígado, rins e pâncreas) e atua na regeneração do ATP (trifosfato de adenosina), a principal moeda energética das células. Cerca de 95% do estoque de creatina está nos músculos, mas o restante desempenha funções vitais em tecidos de alta demanda, como o cérebro.

Ciência da Creatina: Energia para o Cérebro e Músculos

O suplemento atua convertendo-se em fosfocreatina nas células. Esse processo é fundamental para garantir que as células mantenham suas funções durante períodos de atividade intensa ou estresse.

Boroujerdi alerta que o suplemento não é uma “solução mágica”. O corpo possui um limite de saturação; doses excessivas não trazem vantagens e são simplesmente eliminadas pelos rins na forma de creatinina.

Dosagem e Protocolos Recomendados

Para quem busca a suplementação, a ciência aponta dois caminhos principais para atingir a saturação muscular:

  1. Fase de Saturação: 20 gramas por dia (divididas em 4 doses) durante 5 a 7 dias, seguidas de manutenção.
  2. Dose Gradual: 3 a 5 gramas diários, atingindo a saturação em aproximadamente 28 dias.

“As propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes da creatina reforçam ainda mais seu potencial em contextos clínicos”, explica o autor, sinalizando que a substância pode, no futuro, ser reconhecida como um agente terapêutico.

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