Procura pela técnica de preservação da fertilidade dispara no país, impulsionada pelo adiamento da maternidade; especialistas explicam custos, eficácia e limites do procedimento.
Por Maurício Brum, Eduardo Barcelos e Luísa Knaak – Publicado em 31/08/2026 às 15:45
A busca pelo congelamento de óvulos registrou um crescimento expressivo de 135% nos últimos cinco anos, refletindo uma mudança profunda no planejamento reprodutivo feminino e no adiamento da maternidade. A técnica se consolidou como a principal alternativa para mulheres que desejam preservar a fertilidade por razões sociais, profissionais ou de saúde.
Como funciona o procedimento O processo começa com a indução da ovulação por meio de aplicações hormonais diárias, acompanhadas por exames de ultrassom. Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é realizada a coleta dos óvulos via aspiração transvaginal sob sedação. Em seguida, as células reprodutivas maduras passam pela vitrificação — um congelamento ultrarrápido em nitrogênio líquido — onde podem permanecer armazenadas por anos sem perder a qualidade inicial.
Quando fazer e mitos comuns A idade da mulher no momento do congelamento é o fator determinante para o sucesso futuro da gestação. Especialistas recomendam realizar o procedimento idealmente antes dos 35 anos, período em que a reserva ovariana apresenta maior quantidade e qualidade genética.
Entre os principais mitos, destaca-se a ideia de que o congelamento garante um bebê no futuro. Trata-se de uma estratégia de preservação da fertilidade com altas taxas de êxito, mas sem garantia absoluta de gravidez. Além disso, o procedimento requer investimento financeiro considerável, englobando medicação, coleta, laboratório e taxas anuais de manutenção do armazenamento.
Saiba mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/
