Prática estimula a circulação sanguínea pélvica, melhora o sono, equilibra o humor e auxilia na preservação do desejo sexual na maturidade.
Por Isadora Marques / Redação — Publicado em 23/09/2026 – 17:04 – Foto: Canva/ Creative Commoms
A chegada da menopausa e do período que a antecede, a perimenopausa, é marcada por alterações hormonais significativas que se refletem na rotina e na vida sexual feminina. Entre as principais queixas das mulheres nessa fase estão o ressecamento vaginal, o desconforto durante o sexo, as oscilações bruscas de humor, a insônia e a queda no desejo sexual. No entanto, a prática regular da masturbação surge como uma ferramenta simples, acessível e natural para auxiliar no alívio desses sintomas.
De acordo com a ginecologista e obstetra Monique Novacek, a prática estimula a vascularização da região íntima e promove a liberação de substâncias benéficas ao organismo, trazendo ganhos que vão além do prazer pontual.
O que diz a ciência
Um levantamento publicado na revista científica Menopause, da Menopause Society, analisou os relatos de 1.178 mulheres com idades entre 40 e 65 anos. A pesquisa revelou que pelo menos uma em cada cinco participantes na perimenopausa ou na menopausa identificou benefícios diretos ao se masturbar com frequência.
Embora a comunidade médica ressalte a necessidade de novos ensaios clínicos para aprofundar os mecanismos biológicos, os dados práticos demonstram impactos positivos expressivos, especialmente no ressecamento vaginal, no padrão de sono e na estabilização do humor.
Os principais benefícios da prática na menopausa
- Estímulo à lubrificação natural: A redução do estrogênio afeta a elasticidade e a hidratação dos tecidos da vagina. Ao atingir a excitação e o orgasmo, o fluxo sanguíneo na região pélvica aumenta, estimulando a nutrição dos tecidos e favorecendo a lubrificação;
- Melhora da qualidade do sono: O orgasmo desencadeia a liberação de ocitocina e endorfinas, hormônios associados ao relaxamento profundo e à redução do estresse, o que ajuda a combater a insônia recorrente desse período;
- Equilíbrio do humor e bem-estar: A estimulação sexual atua na regulação de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, aliviando episódios de ansiedade e irritabilidade;
- Manutenção da libido e autoconhecimento: O hábito de explorar o próprio corpo auxilia a mulher a remapear suas zonas erógenas na maturidade, mantendo o desejo ativo e prevenindo dores durante eventuais relações a dois.
Conforme aponta a especialista, incorporar o autoconhecimento íntimo à rotina de cuidados é uma maneira saudável de preservar a autonomia e a qualidade de vida ao longo de todas as fases do envelhecimento.
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