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ALIMENTAÇÃO

Combate à Obesidade Infantil: OMS Lança Guia Inédito com Alertas e Novas Recomendações

A OMS lançou o primeiro guia para tratamento da obesidade em crianças e adolescentes, contraindicando medicamentos e cirurgias para menores de 10 anos. A entidade prioriza mudanças na alimentação e

Combate à Obesidade Infantil: OMS Lança Guia Inédito com Alertas e Novas Recomendações
Airton Guimes da Silva
  • Publishedoutubro 7, 2026

Documento aponta que a obesidade quadruplicou entre jovens desde 1990 e recomenda focar em dieta, atividade física e saúde mental antes de intervenções médicas.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil — Publicado em 07/10/2026 09:58 – Foto: Marcello Casal Jr

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira, 7 de outubro, seu primeiro guia global focado no enfrentamento da obesidade em crianças e adolescentes. O documento traz um alerta sobre o avanço da doença, destacando que a prevalência do problema nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, saltando de 2% para 8% da população infantojuvenil no mundo.

Segundo dados divulgados pela agência das Nações Unidas, cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos viviam com obesidade em 2024. Deste total, 70 milhões têm entre 5 e 9 anos, enquanto 100 milhões estão na faixa dos 10 aos 19 anos. A OMS enfatiza que a obesidade é uma doença crônica e recorrente que eleva os riscos do desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão decorrentes do estigma e do bullying.

Para o tratamento em crianças de até 9 anos, a entidade desaconselha o uso de tratamentos farmacológicos (como as chamadas “canetas emagrecedoras”), cirurgia bariátrica ou dispositivos de perda de peso. A recomendação prioritária para essa faixa etária abrange intervenções estruturadas focadas em reeducação alimentar, prática regular de atividades físicas e mudança comportamental, com apoio e supervisão da família.

No caso de adolescentes entre 10 e 19 anos, o uso de medicamentos aprovados ou a indicação de cirurgia bariátrica só devem ser considerados sob condições rigorosas e após a comprovação de que o programa multimodal de mudança de estilo de vida não atingiu os resultados esperados.

A OMS ressaltou ainda que o tratamento clínico individual não é suficiente para conter a epidemia global. A organização defende a implementação de políticas públicas que tornem os alimentos saudáveis e as opções de lazer físico mais acessíveis, integrando ações nas áreas de educação, transporte e planejamento urbano.

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