Combate a Irregularidades: Anvisa Proíbe Venda de Insulina Falsificada e Tirzepatida sem Registro
A Anvisa proibiu a comercialização de todos os lotes de insulina da empresa Costa Mar e de produtos contendo tirzepatida sem registro vendidos em sites não autorizados. A agência também
Medida publicada no Diário Oficial atinge distribuidora sem licença, sites de venda de peptídeos emagrecedores e lotes de remédios com desvios de qualidade.
Por Redação — Publicado em 06/10/2026 15:43 – Foto: Marcello Casal jr
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, distribuição e uso de todos os lotes de insulina comercializados pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório. A resolução foi publicada nesta terça-feira, 6 de outubro, no Diário Oficial da União.
De acordo com o órgão regulador, a distribuidora comercializava insulina glargina 3 mL/100 UI sem a devida Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE). Uma inspeção realizada pela vigilância sanitária municipal de Petrópolis (RJ), em setembro, constatou que o estabelecimento não funcionava no endereço informado no cadastro e não possuía licença sanitária válida no local.
Proibição de ‘canetas emagrecedoras’ e peptídeos
A agência reguladora também proibiu a comercialização, fabricação, distribuição e propaganda de diversos peptídeos sem registro, incluindo fórmulas de tirzepatida, substância utilizada em tratamentos para diabetes e obesidade. As restrições atingem os sites peptideospro.com e peptideosdobrasil.com.br.
Por não possuírem registro ou notificação na Anvisa, esses produtos não têm segurança ou eficácia comprovadas. Entre os itens com ordem de apreensão e proibição definitiva estão:
- BPC157 & TB500 40 mg (Alluvi Healthcare)
- NAD+ 1000 mg (Synedica Labs)
- Tirzegen 60 mg Tirzepatida (Oxygen Pharm)
- Retagen 40 mg Retatrutide (Oxygen Pharm)
- Glow GHK-CU 70 mg (Alluvi Healthcare)
- Retatrutide 40 mg (Alluvi Healthcare)
Recolhimento de antibióticos e injetáveis
Paralelamente às proibições, a Anvisa determinou a suspensão e o recolhimento do lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy (300 mg), fabricado pela Johnson & Johnson. A decisão ocorreu após a própria fabricante comunicar o recolhimento voluntário do produto devido à identificação de risco de presença de partículas de vidro nos frascos. Em nota oficial, a empresa esclareceu que adotou a medida por precaução e que o fornecimento do remédio no mercado permanece regularizado.
Também foi determinado o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi (2 mg/ml), da Halex Istar Indústria Farmacêutica. A medida foi motivada pela confirmação de desvio de qualidade relacionado à perda de esterilidade da solução, decorrente de problemas na integridade da embalagem primária.
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