Levantamento divulgado pela SBCP-RJ mostra que o volume de operações passou de 9 mil para mais de 14 mil ao ano; São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o ranking de internações.
Por Paula Laboissière – Publicado em 07/08/2026 – 13:38 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/
O volume de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um crescimento de 54,3% entre 2016 e 2025, saltando de 9 mil para 14.213 procedimentos anuais.
Os dados fazem parte de um levantamento inédito divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O estudo abrange intervenções indicadas para reconstrução mamária pós-câncer e correções funcionais da estrutura da mama.
Ao longo da última década, a rede pública de saúde aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias em todo o país. O estudo aponta ainda que, em 2020, ano do ápice da pandemia de covid-19, houve uma redução acentuada no ritmo de atendimento, com apenas 4.547 procedimentos registrados – cerca da metade da média rotineira.
Liderança de São Paulo e concentração no Sudeste
Os estados da Região Sudeste foram responsáveis por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todas as cirurgias mamárias não estéticas e reconstrutivas aprovadas pelo SUS na década.
O estado de São Paulo lidera o ranking nacional com ampla margem, concentrando um terço de todas as operações do país:
- São Paulo: 30.265 operações;
- Minas Gerais: 9.836 operações;
- Rio de Janeiro: 9.115 operações;
- Rio Grande do Sul: 6.000 operações;
- Bahia: 5.731 operações.
Nas demais regiões, o Nordeste somou 15.985 procedimentos; o Sul, 9.098; o Centro-Oeste, 5.695; e a Região Norte registrou 3.022 internações.
Predominância de procedimentos não estéticos
A grande maioria das intervenções realizadas pela rede pública possui indicação médica funcional ou reconstrutiva. Das 90,6 mil cirurgias analisadas, 74.619 referem-se à plástica mamária feminina não estética, representando 82,3% do total de internações.
Nessa categoria estão incluídos os procedimentos para correção de deformidades congênitas, assimetrias acentuadas, gigantomastia ou hipertrofia mamária associada a dores na coluna e limitações físicas, além de sequelas decorrentes de doenças.
Além disso, o levantamento contabilizou 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia com implante de prótese e 3.429 internações destinadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total, garantindo o reestabelecimento da autoestima e da saúde de mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama.
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