Câncer de mama: 7 dúvidas que ainda confundem muitas mulheres
Da presença de um nódulo ao histórico familiar, médica esclarece questões sobre sinais, investigação, diagnóstico e tratamento Por Redação – Publicado em 15/10/2026 – 14:35 O câncer de mama é
Da presença de um nódulo ao histórico familiar, médica esclarece questões sobre sinais, investigação, diagnóstico e tratamento
Por Redação – Publicado em 15/10/2026 – 14:35
O câncer de mama é o que mais acomete mulheres no Brasil e também o que mais causa mortes, segundo o Ministério da Saúde. A situação se torna ainda mais alarmante quando se leva em conta que, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028 no Brasil.
“O câncer de mama é um tema que precisa estar na conversa de todos nós: estima-se que uma em cada oito mulheres desenvolverá a doença ao longo da vida. Por isso, informação e cuidado podem fazer diferença”, afirma Sandra Cristina, profissional da área de oncologia no AmorSaúde.
A médica explica que o assunto ainda é cercado de dúvidas e incertezas. Por isso, ela compartilha as principais informações sobre o tema, com o objetivo de ajudar as mulheres a prevenir e tratar a doença.
Principais dúvidas sobre câncer de mama
“Diversas mulheres não sabem quando procurar um médico ou pensam que apenas o nódulo nas mamas é um sinal do câncer. Na verdade, existem diversos outros sinais de alerta”, diz a médica. Por isso, ela esclarece as sete principais dúvidas sobre o assunto:
- Quais são os primeiros sinais? “Ao contrário do que muitas pensam, possuir um nódulo nos seios não é sinônimo de câncer, mas o aparecimento de um novo nódulo ou de uma alteração na pele da mama não deve ser ignorado”, afirma. De acordo com a médica, é preciso estar atenta a vermelhidão, inchaço ou textura parecida com casca de laranja na região dos seios. Além disso, secreções no mamilo ou coceira na região também são sinais de alerta;
- Quando procurar um médico? “A mamografia deve ser feita anualmente depois de uma mulher completar 40 anos. No entanto, mulheres de qualquer idade devem buscar atendimento se detectarem os sintomas descritos acima”, recomenda;
- Como é feita a investigação? “A investigação ocorre por meio de exames, somente esses testes permitem saber se o sintoma encontrado é realmente câncer. O importante é não ignorar uma alteração nem concluir o diagnóstico por conta própria”, informa;
- Qual o papel dos exames? “Quando há suspeita de câncer de mama, os médicos realizam exames de imagem, como mamografia e ultrassom, que permitem avaliar as mamas internamente. Se, após esses exames, a suspeita de câncer persistir, fazemos uma biópsia. É ela que confirma o diagnóstico e permite caracterizar o tumor e obter informações essenciais para planejar o tratamento”, detalha;
- Quais são os fatores de risco? “Além do histórico familiar, são fatores de risco a idade, o histórico pessoal de câncer, lesões na região e fatores ligados a hormônios, como primeira menstruação precoce, menopausa tardia, não amamentar e gestação tardia. Além disso, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool também aumentam o risco de câncer de mama”, sintetiza;
- Como é feito o tratamento? “O tratamento é individualizado e pode combinar cirurgia, radioterapia e apoio de um psicólogo, conforme o tipo e o estágio do tumor. O tempo varia. A radioterapia pode ser feita em 5, 15 ou 25 sessões, enquanto alguns tratamentos com medicamentos duram meses ou anos”, conta.
- Como prevenir? “Hábitos como praticar atividade física, evitar o sedentarismo, manter um peso saudável e limitar ou evitar o consumo de álcool e cigarro ajudam a reduzir o risco de câncer de mama”, esclarece.
A importância do diagnóstico precoce
De acordo com Sandra, identificar a doença precocemente aumenta as chances de sucesso do tratamento, além de ajudar a entender a extensão da doença e definir o cuidado mais adequado para cada paciente.
A médica ressalta que os exames são a única forma de confirmar se uma pessoa tem câncer ou não. Sendo assim, devem ser feitos com frequência, principalmente por aquelas mulheres que já tem mais de 40 anos.
“O diagnóstico precoce é fundamental. Por isso, é importante fazer a mamografia anual a partir dos 40 anos. Procure avaliação médica diante de qualquer nódulo nas mamas e não adie o cuidado, porque o acompanhamento faz a diferença”, alerta.
Sobre o AmorSaúde
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