Com avanço alarmante da doença entre adultos jovens e mais de 23 mil mortes por ano no Brasil, especialistas alertam para a importância de não ignorar alterações nas fezes e de buscar o rastreamento via SUS.
Por Redação g1 – Publicado em 21/07/2026 – 16:34
O câncer de intestino — também conhecido como câncer colorretal — consolidou-se como o tipo de neoplasia mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, sendo responsável por mais de 23 mil mortes anuais, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar da gravidade, a doença costuma dar sinais antes de se espalhar, mas levantamentos mostram que grande parte da população costuma negligenciar as alterações corporais, dificultando o diagnóstico precoce.
Embora o diagnóstico siga mais prevalente em pessoas acima dos 50 anos, médicos acendem o sinal vermelho para o aumento expressivo dos casos entre jovens. Pesquisadores atribuem esse avanço precoce ao estilo de vida insalubre adotado pelas gerações mais novas, marcado pelo sedentarismo, obesidade e padrão alimentar desequilibrado.
Sinais de alerta: o que observar na rotina diária
O câncer colorretal é por vezes silencioso nos estágios iniciais, mas costuma manifestar sintomas evidentes no momento de ir ao banheiro. É fundamental buscar orientação médica ao notar:
- Sangue nas fezes ou sangramento retal
- Constipação (prisão de ventre) prolongada ou diarreia frequente
- Fezes afinadas ou achatadas por vários dias
- Cólicas e dor abdominal persistente
- Perda de peso não explicada e anemia sem causa definida
Exemplo desse quadro foi o vivenciado pela cantora Preta Gil, que relatou episódios graves de constipação (passando até dez dias sem evacuar) e fezes com sangue e muco antes do diagnóstico. Um levantamento do hospital A.C. Camargo revelou que quase metade das pessoas que notam sangue nas fezes não busca atendimento médico imediato, perdendo a janela de tratamento precoce.
Prevenção e o novo protocolo do SUS
Sendo uma doença diretamente influenciada pelo estilo de vida, especialistas destacam seis pilares indispensáveis de prevenção:
- Alimentação equilibrada: Pratos ricos em fibras, verduras, legumes e carnes magras.
- Controle de peso: Combate à obesidade, fator de risco relevante para o tumor.
- Atividade física regular: De 40 minutos a 1 hora diária de caminhada ou exercício.
- Restrição ao fumo e álcool: Redução de substâncias mutagênicas.
- Hidratação contínua: Consumo de até 3 litros de água por dia.
- Evacuação regular: Evitar permanecer mais de 48 horas sem evacuar.
Para fortalecer o rastreamento, o Ministério da Saúde implementou um novo protocolo no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame padrão para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos. A tecnologia utiliza anticorpos específicos para detectar microquantidades de sangue humano oculto nas fezes, permitindo identificar pólipos e lesões antes mesmo que evoluam para tumores agressivos.
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