Boreout: Conheça a “Síndrome do Tédio”, Fenômeno no Trabalho Oposto ao Burnout

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Embora não seja classificado formalmente como doença, o tédio profundo e a falta de tarefas no ambiente corporativo corroem a autoestima e podem desencadear ansiedade e depressão.

Por Maurício Brum – Publicado em 11/08/2026 às 16:46 – Foto: Magnific

Enquanto o burnout ganha holofotes pelo esgotamento físico e mental decorrente do excesso de trabalho, uma condição oposta e igualmente prejudicial vem chamando a atenção de psicólogos e especialistas em recursos humanos: o boreout (da palavra em inglês boredom, que significa tédio).

Apesar de não ser catalogado formalmente como uma doença diagnóstica, o fenômeno caracteriza-se pelo tédio crônico, subutilização das capacidades do colaborador, falta de propósito e escassez de tarefas no dia a dia corporativo. A sensação constante de inutilidade atinge diretamente a autoestima, gerando um desgaste emocional profundo que pode evoluir para quadros de ansiedade e depressão.

SINAIS, IMPACTOS E FORMAS DE ENFRENTAMENTO

A Falsa Sensação de Conforto

A princípio, ter poucas demandas ou realizar tarefas extremamente simples pode parecer algo confortável. No entanto, a ausência prolongada de desafios cria uma rotina desestimulante, em que o profissional gasta energia fingindo estar ocupado para não ser demitido, o que aumenta o estresse emocional.

Consequências Para a Saúde Mental

A falta crônica de estímulo pode provocar desmotivação profunda, isolamento, perda da identidade profissional, insônia e sentimento de desvalorização. O colaborador passa a questionar suas próprias habilidades e o valor da sua trajetória.

Como Lidar com o Problema

Identificar o boreout exige autoconhecimento e diálogo transparente com gestores para redefinir atribuições, alinhar expectativas e buscar novos projetos. Caso o ambiente de trabalho não ofereça perspectivas de crescimento ou novos desafios, a reorientação de carreira e o acompanhamento terapêutico tornam-se essenciais.

PONTOS-CHAVE SOBRE O BOREOUT

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