Aumento no tratamento de esclerose múltipla pelo SUS reflete maior adoção de terapias de alta eficácia
Um estudo do Hospital Albert Einstein com a Unesp e o REDONE revelou um aumento de 25,9% de pacientes em tratamento de esclerose múltipla pelo SUS entre 2019 e 2023.
Levantamento feito em parceria com a Unesp e o REDONE analisou mais de 1,7 milhão de dados entre 2019 e 2023, destacando a distribuição do Natalizumabe para formas agressivas da doença.
Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 24/08/2026 – 15:56
Um estudo conduzido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a rede REDONE, revelou um avanço expressivo na assistência pública a doenças autoimunes. Entre os anos de 2019 e 2023, o número de pacientes com esclerose múltipla atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apresentou um crescimento de 25,9%.
A pesquisa, que mapeou e analisou mais de 1,7 milhão de registros do sistema de saúde brasileiro, aponta uma mudança significativa na conduta terapêutica do país: a migração para tratamentos com medicamentos de alta eficácia, que desaceleram o avanço de formas mais agressivas da condição neurológica.
Mudança nas Diretrizes e Impacto no Tratamento
A consolidação de novas diretrizes nacionais de saúde em 2021 impulsionou a utilização de terapias mais potentes no ambiente público, resultando no desuso gradual de fórmulas de menor eficácia:
| Indicador Analisado | Resultado Encontrado |
| Crescimento Geral de Pacientes (2019-2023) | Aumento de 25,9% no volume de pessoas em tratamento no SUS. |
| Aumento do Fármaco Natalizumabe | Alta de 44,5% na distribuição do medicamento de alta eficácia. |
| Base de Dados Analisada | Mais de 1,7 milhão de registros consolidados pelo levantamento. |
| Tendência Clinica Observada | Priorização de medicamentos avançados e redução do uso de opções menos eficazes. |
A Importância do Diagnóstico Precoce
A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune caracterizada pelo ataque do sistema imunológico à bainha de mielina dos neurônios. Embora seja uma condição sem cura, o diagnóstico precoce somado ao acesso a imunomoduladores de alta eficácia garante o controle da progressão da doença e preserva a qualidade de vida do paciente.
Saiba mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/