A decisão do órgão regulador baseia-se em estudos científicos recentes que comprovaram a segurança e a alta eficácia do implante contraceptivo subdérmico por um período mais longo.
Maurício Brum (Veja Saúde) – Publicado em 27/10/2026 – 16:28 – Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a extensão do tempo de uso do Implanon (etonogestrel), um dos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração mais populares do mercado. Com a nova regulamentação, o bastãozinho subdérmico passa a ter autorização para permanecer no organismo por até 5 anos, substituindo a recomendação anterior que previa a troca ou remoção em um intervalo de 3 anos.
A alteração na bula do medicamento foi oficializada após a análise de novos ensaios clínicos e estudos de acompanhamento que atestaram a manutenção da alta eficácia contraceptiva e do perfil de segurança da haste hormonal ao longo do quarto e quinto anos de uso contínuo.
O que muda para as pacientes e usuárias
A ampliação do prazo de validade do dispositivo traz impactos diretos para a rotina de saúde da mulher e para os custos do planejamento reprodutivo:
- Menor frequência de procedimentos: As mulheres que já utilizam ou pretendem adotar o método não precisarão passar pelo procedimento de remoção e inserção de um novo bastão ao completar três anos de uso.
- Custo-benefício otimizado: A extensão do prazo dilui o investimento financeiro no dispositivo e no procedimento de aplicação ao longo de cinco anos.
- Planejamento reprodutivo ampliado: O método consolida-se como uma opção ainda mais robusta dentro do grupo dos contraceptivos LARC (métodos reversíveis de longa ação).
Como funciona o método
Inserido sob a pele na região do braço por um profissional de saúde habilitado, o Implanon libera continuamente pequenas doses do progestagênio etonogestrel na correntes sanguínea. O mecanismo inibe a ovulação e altera o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
A Anvisa orienta que as usuárias mantenham o acompanhamento ginecológico regular para monitorar a adaptação ao método e tirar dúvidas sobre a nova diretriz de validade.
Fonte consultada: Veja Saúde
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