O câncer colo retal, mais conhecido como câncer intestino tem cura quando o diagnóstico se dá nas fases iniciais da doença e o tratamento é iniciado logo em seguida. Desta forma é mais fácil evitar metástase e controlar o desenvolvimento do tumor. Por outro lado, quando descoberto em estágios mais avançados, se torna mais difícil alcançar a cura, mesmo com todos os protocolos médicos no tratamento da doença.
O tratamento é feito de acordo com o estágio e gravidade da doença, localização, tamanho e características do tumor, podendo ser indicada a realização de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia.
De acordo com a ONG Instituto Oncoguia, apesar de ser um dos cânceres mais preveníveis e curáveis, ainda é um dos 5 tipos mais comuns entre homens e mulheres (o segundo mais incidente), e uma das principais causas de morte por câncer. Muitos fatores contribuem para isso, mas um dos maiores obstáculos é superar os mitos e preconceitos que impedem as pessoas de irem ao médico e realizarem exames de prevenção e detecção precoce.
Outro fator é sobre o mito de que a doença afeta mais a homens do que mulheres. Pode atingir tanto mulheres quanto homens, e a cada ano, mais de 30.000 pessoas de ambos os sexos são diagnosticadas com câncer colorretal e hoje já é o segundo tipo de câncer mais frequente nas mulheres. Por outro lado, homens e mulheres negros, conforme dados estatísticos, tem maior predisposição à doença que outras raças ou grupos étnicos. A razão disso ainda é desconhecida.
O câncer colorretal quase sempre se origina a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento desses tumores é a detecção precoce com a retirada dos pólipos antes de se tornarem malignos. Os exames de rastreamento para diagnosticar a presença de pólipos incluem: enema opaco, sigmoidoscopia, colonoscopia e colonoscopia virtual.
Mais de 90% dos casos de câncer colorretal são diagnosticados em pessoas com mais de 50 anos de idade, porém, acomete pessoas em todas as faixas etárias. Além disso, outros fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, como histórico familiar, história pessoal de câncer (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), obesidade e sedentarismo.
O tratamento varia conforme o desenvolvimento da doença. No estágio I, pode ser feita cirurgia, colonoscópica, cirurgia aberta e colectomia laparoscópica, com até 90% de chances de cura. No estágio dois é indicada cirurgia, enquanto que no terceiro estágio, além da cirurgia, deve ser aplicada quimioterapia pós-operatória, e possibilidade de cura cai para 70 a 30%, em ambos os estágios. No estágio quatro, a previsão reduz para 14,2%, e o tratamento deve ser efetivado com quimioterapia, drogas que agem em alvos moleculares, cirurgia e radiofrequência.
