A gordura do fígado não vem da gordura da comida: entenda o que é que você come que pode te levar a esse problema

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Apesar do nome, a esteatose hepática é alimentada pelo excesso de carboidratos refinados, açúcar e frutose, e não pela gordura saudável dos alimentos

Por Livia D’Ambrosio — Publicado em 29/07/2026 às 10:42 – Foto: ChatGPT IA

Quando se fala em gordura no fígado, é comum imaginar que o problema surja exclusivamente pelo consumo de alimentos gordurosos. No entanto, a ciência e a prática médica mostram que isso está longe da verdade. A esteatose hepática, nome técnico da condição, está muito mais ligada ao excesso de carboidratos simples e açúcares do que à Ingestão de gorduras propriamente ditas.

Os verdadeiros vilões da saúde hepática não são o azeite de oliva ou o abacate, mas sim o pão branco, o refrigerante, os doces e os alimentos ultraprocessados. Entender essa diferença é essencial para prevenir e combater um problema que, silenciosamente, pode evoluir para complicações graves.

A verdadeira causa da esteatose hepática

A principal causa do acúmulo de gordura no órgão é o excesso de carboidratos refinados e de frutose na dieta. Quando consumimos grandes quantidades dessas substâncias, o organismo converte essa sobra de energia em triglicerídeos.

“O fígado converte esse excesso em gordura, que se acumula dentro das células hepáticas. É o excesso de carboidratos — e não de gordura — que alimenta a esteatose hepática”, explica o médico Bruno Pitanga.

Com o passar do tempo, esse acúmulo gera inflamação e estresse oxidativo nas células do fígado. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o quadro pode evoluir para fibrose e até cirrose hepática, condições graves e de difícil reversão.

Um problema silencioso que afeta os hormônios

O fígado é um órgão resistente que costuma sofrer sem dar sinais imediatos. Por isso, a esteatose geralmente é assintomática nas fases iniciais, sendo descoberta apenas em exames de rotina ou quando a inflamação já está instalada.

A inflamação hepática também desregula o sistema endócrino:

TGO e TGP normais não garantem fígado saudável

Outro ponto de alerta é que ter exames laboratoriais básicos sem alterações não descarta a doença. A presença de gordura no fígado pode ocorrer mesmo com taxas normais de TGO e TGP.

Para uma avaliação precisa, os especialistas recomendam exames complementares como ultrassonografia abdominal, gama-GT, ferritina, triglicerídeos, HDL e a medição do índice HOMA (que avalia a resistência à insulina).

Como proteger e reverter a gordura no fígado

A boa notícia é que o fígado possui uma enorme capacidade de regeneração. Para prevenir e reverter a esteatose, o caminho envolve mudanças no estilo de vida:

Com hábitos saudáveis, é possível restaurar a função hepática e eliminar a gordura acumulada.

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