Saúde de SP alerta para alta letalidade da hantavirose após registro de quatro casos
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emite alerta epidemiológico reforçando a necessidade do diagnóstico precoce diante da taxa de letalidade superior a 50%. Layla Shasta (Veja Saúde)
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emite alerta epidemiológico reforçando a necessidade do diagnóstico precoce diante da taxa de letalidade superior a 50%.
Layla Shasta (Veja Saúde) – Publicado em 27/10/2026 – 15:31 – Foto: IA
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgou nesta semana um alerta epidemiológico sobre os riscos e a elevada letalidade da hantavirose. De acordo com dados oficiais da pasta, o estado de São Paulo registrou quatro casos confirmados da doença entre janeiro e setembro de 2026, sendo que um dos pacientes acabou evoluindo para óbito.
A hantavirose é uma zoonose viral rara, mas considerada de extrema gravidade. No histórico compilado pela Secretaria desde 2007, São Paulo contabiliza 199 diagnósticos da infecção, dos quais 101 resultaram em mortes — índice que representa uma taxa de letalidade de aproximadamente 51%. Em âmbito nacional, a taxa média de óbitos pela doença atinge 46,5%.
Transmissão e ambiente de risco
O contágio pelo hantavírus ocorre principalmente por meio da inalação de aerossóis contaminados por excrementos (urina, fezes ou saliva) de roedores silvestres infectados, como o ratinho-do-arroz (Oligoryzomys) e o ratinho-do-cerrado (Necromys). Outras vias menos frequentes de contágio incluem lesões na pele (arranhões ou mordidas) e o contato direto de mãos contaminadas com superfícies mucosas.
A maioria das infecções registradas no Brasil ocorre em zonas rurais e está associada a atividades ocupacionais, tais como agricultura, desmatamento, aragem de terra, limpeza de galpões e armazenamento de grãos.
Sintomas e a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus
A manifestação inicial da hantavirose pode ser confundida com outras síndromes febris, apresentando:
- Febre e dores de cabeça;
- Dores musculares intensas (mialgia);
- Sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, náuseas e vômitos.
Nas formas mais severas, a infecção progride rapidamente para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), caracterizada por insuficiência respiratória grave, edema pulmonar, comprometimento cardíaco e queda de pressão arterial, exigindo internação hospitalar e suporte intensivo imediato.
A Secretaria de Saúde ressalta que o diagnóstico rápido por meio de exames de sorologia é fundamental para o início do manejo clínico adequado e para conter o avanço do quadro.
Fonte consultada: Veja Saúde
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