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SAÚDE GLOBAL

Epidemia de ebola no Congo atinge marca de 10 mil contágios e 4,8 mil mortos

Surto da estirpe Bundibugyo já afeta oito das 26 províncias do país africano; taxa de letalidade atinge 48,6% e OMS testa vacinas em ensaios clínicos. Por Lusa – Publicado em

Epidemia de ebola no Congo atinge marca de 10 mil contágios e 4,8 mil mortos
Airton Guimes da Silva
  • Publishedoutubro 27, 2026

Surto da estirpe Bundibugyo já afeta oito das 26 províncias do país africano; taxa de letalidade atinge 48,6% e OMS testa vacinas em ensaios clínicos.

Por Lusa – Publicado em 27/10/2026 hora 14:52

A epidemia de ebola declarada em 15 de maio na República Democrática do Congo (RDCongo) ultrapassou a marca de 10 mil casos confirmados. De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) do país, com dados consolidados até 25 de outubro, o surto registra 10.060 infectados e 4.887 mortes, resultando em uma taxa de letalidade de 48,6%.

Até o momento, 2.684 pacientes conseguiram se recuperar da infecção e a taxa de rastreamento de contatos nas áreas afetadas está em 81,6%.

Províncias mais afetadas e avanço geográfico

As províncias de Ituri e Kivu do Norte, situadas no leste do país, permanecem como os principais focos de contágio. Nas últimas 24 horas que antecederam o balanço oficial, foram registrados 32 novos casos em Ituri e 58 em Kivu do Norte.

Ao todo, a epidemia se estende por oito das 26 províncias congolesas: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo, Bas-Uélé, Haut-Uélé, Ubangi do Sul e Ubangi do Norte.

Este surto já é considerado o segundo mais mortífero e contagioso da história em nível global, superando a epidemia registrada na mesma região da RDCongo entre 2018 e 2020. O cenário fica atrás apenas da crise sanitária enfrentada pela África Ocidental entre 2014 e 2016, quando foram registrados cerca de 28 mil contágios e 11 mil mortes.

Desafios de vacinação e cepa Bundibugyo

O surto atual é causado pela estirpe Bundibugyo, variante do vírus ebola para a qual ainda não existe tratamento nem imunizante de ampla escala com eficácia específica comprovada. Como estratégia emergencial, a RDCongo iniciou em agosto uma campanha utilizando a vacina Ervebo — desenvolvida originalmente para a cepa Zaire —, que demonstrou resultados promissores em testes pré-clínicos com animais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o início de novos ensaios clínicos de Fase 1 em humanos na RDCongo para avaliar a segurança de imunizantes específicos contra a cepa Bundibugyo.

Transmitido pelo contato direto com sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, o vírus ebola provoca febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e sangramentos internos.

Fonte consultada: Agência Brasil (com informações da Agência Lusa)

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