Existe melhor horário para comer doce? Endocrinologista ensina estratégia contra picos de glicemia
A médica endocrinologista Maria Emília Almeida explica que consumir sobremesa após refeições ricas em fibras e proteínas desacelera a absorção do açúcar e evita o efeito rebote da insulina Por
A médica endocrinologista Maria Emília Almeida explica que consumir sobremesa após refeições ricas em fibras e proteínas desacelera a absorção do açúcar e evita o efeito rebote da insulina
Por Fausto Fagioli Fonseca — Publicado em 19/09/2026 – 10:01
Cortar radicalmente os doces do cardápio costuma ser uma das primeiras atitudes de quem busca reeducação alimentar, mas a restrição severa frequentemente leva a episódios de exagero e sentimento de culpa. No entanto, o consumo consciente de açúcar pode fazer parte de uma rotina equilibrada quando se compreende o funcionamento metabólico do organismo. A endocrinologista Maria Emília Almeida explica que a estratégia central para consumir sobremesa de forma inteligente é evitar o pico glicêmico.
Segundo a médica, o hábito de ingerir doces isoladamente — como lanches intermediários ou em jejum — faz com que a glicose no sangue suba de maneira repentina. Em resposta a essa elevação brusca, o pâncreas libera uma grande quantidade de insulina para normalizar os níveis de açúcar. A consequência imediata é uma queda rápida da glicemia, mecanismo que faz o cérebro interpretar que o corpo está com falta de energia, gerando um ciclo imediato de desejo por mais carboidratos simples.
Para romper essa dinâmica sem precisar eliminar o doce, a endocrinologista aponta que o momento ideal para a ingestão é logo após as refeições principais, como almoço ou jantar. Nessa situação, os nutrientes já presentes no estômago atuam como moduladores da digestão.
A presença de proteínas, gorduras boas e fibras reduz a velocidade do esvaziamento gástrico e desacelera a absorção da glicose pela corrente sanguínea. Com uma entrada mais gradual do açúcar no organismo, a liberação de insulina ocorre de forma controlada, prevenindo picos de energia seguidos por episódios de fome intensa. A médica ressalta que essa abordagem reduz o impacto metabólico do açúcar e favorece uma relação mais equilibrada e satisfatória com a alimentação.
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