EUA aprova remédio que poderá prevenir perda de músculo durante uso de Mounjaro
Desenvolvido pela Scholar Rock, o apitegromabe (Isembyld) foi liberado pela FDA para atrofia muscular espinhal, mas estudos de fase 2 mostram que o fármaco preserva a massa magra quando combinado
Desenvolvido pela Scholar Rock, o apitegromabe (Isembyld) foi liberado pela FDA para atrofia muscular espinhal, mas estudos de fase 2 mostram que o fármaco preserva a massa magra quando combinado à tirzepatida
Por Maurício Brum – Publicado em 18/09/2026 – 16:36
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou o uso do apitegromabe (comercializado sob o nome Isembyld), desenvolvido pela farmacêutica Scholar Rock. A substância é a primeira voltada para o combate direto à perda de massa muscular em pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença genética rara e progressiva. No entanto, a liberação chamou atenção global por seu potencial uso secundário na medicina metabólica.
O apitegromabe atua inibindo seletivamente a miostatina, uma proteína que limita naturalmente o crescimento e o desenvolvimento dos músculos no corpo humano. Ao bloquear esse mecanismo, o fármaco promove a preservação e o fortalecimento do tecido muscular. Essa funcionalidade colocou o remédio na mira dos pesquisadores que buscam mitigar um dos principais efeitos colaterais das canetas emagrecedoras de última geração: a degradação da massa magra.
Um estudo preliminar de fase 2 conduzido com a combinação do apitegromabe e da tirzepatida — princípio ativo do medicamento Mounjaro — revelou que os pacientes que receberam a associação das substâncias preservaram cerca de 55% mais massa muscular ao longo de 24 semanas em comparação àqueles que utilizaram apenas o emagrecedor.
Apesar dos resultados animadores nos testes clínicos preliminares, a indicação para uso durante o tratamento do sobrepeso e da obesidade ainda não foi autorizada pelas autoridades sanitárias e depende da conclusão de ensaios de fase 3. Por ora, o medicamento permanece aprovado de forma restrita para adultos e crianças a partir de 2 anos com diagnóstico de AME que já fazem uso de terapias genéticas direcionadas.
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