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PROTEÇÃO

Febre do Nilo Ocidental no Brasil: sintomas, formas de tratamento e medidas de prevenção

A Febre do Nilo Ocidental é transmitida pelo pernilongo comum (Culex) e teve seus primeiros casos confirmados em SP. A doença causa febre, dor no corpo e manchas, podendo evoluir

Febre do Nilo Ocidental no Brasil: sintomas, formas de tratamento e medidas de prevenção
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 25, 2026

Infecção viral é transmitida principalmente pela picada do pernilongo comum (Culex); autoridades reforçam combate a focos de água parada após primeiros registros no estado de São Paulo.

Por Agência Brasil — Brasília – Publicado em 25/08/2026 14:09 – Foto: Fiocruz/Divulgação

A Febre do Nilo Ocidental, uma infecção viral transmitida prioritariamente pela picada do pernilongo comum (gênero Culex), acendeu o alerta das autoridades de saúde pública no Brasil após a confirmação dos primeiros casos humanos da história no estado de São Paulo.

A vigilância epidemiológica e laboratorial do Ministério da Saúde vem acompanhando de perto a evolução da doença, que também teve confirmações recentes em Santa Catarina (com um registro de óbito) e um caso provável sob investigação no Piauí.

Em São Paulo, os dois casos diagnosticados incluem uma paciente de 34 anos de Ribeirão Preto, curada após viagem à região amazônica, e uma jovem de 18 anos moradora de São José do Rio Preto, mantida sob internação e acompanhamento médico.

Sintomas e manifestações clínicas

A estimativa médica indica que cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus não apresentam sintomas. Nos 20% restantes que desenvolvem o quadro clínico, os sinais costumam surgir de maneira branda, podendo evoluir progressivamente:

  • Sintomas gerais: febre, mal-estar generalizado, falta de apetite, náuseas e vômitos.
  • Dores associadas: dor de cabeça, dores musculares (mialgia) e desconforto nos olhos.
  • Sinais corporais visíveis: aparecimento de manchas vermelhas na pele e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas).

Em uma parcela menor e mais vulnerável dos infectados, a infecção por Febre do Nilo Ocidental pode atingir o sistema nervoso central e evoluir para manifestações graves, como encefalite ou meningite. Nesses cenários, surgem sintomas como confusão mental, episódios de tremores, convulsões e rebaixamento do nível de consciência. A identificação de qualquer um desses sinais neurológicos exige encaminhamento médico imediato a um pronto-socorro.

Diagnóstico e diretrizes de tratamento

Por se tratar de uma doença viral para a qual não existe vacina ou antiviral específico aprovado para uso humano, o manejo dos pacientes é integralmente sintomático e de suporte ao organismo:

  • Quadros leves: tratados em ambiente domiciliar com repouso absoluto, hidratação oral constante e analgésicos ou antitérmicos receitados por equipe médica.
  • Quadros graves: exigem internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com administração de hidratação intravenosa, suporte de ventilação respiratória e prevenção de infecções oportunistas.

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos sorológicos ou moleculares, correlacionados com o histórico de deslocamento do paciente para áreas com circulação ativa do vetor.

Prevenção e combate ao vetor

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, enfatizou que as equipes estaduais e municipais continuam atuando na investigação dos locais de infecção para bloquear a transmissão.

A principal barreira de proteção individual e coletiva contra a Febre do Nilo Ocidental é impedir a reprodução do pernilongo. As orientações de saúde incluem:

  1. Eliminação de criadouros: inspecionar quintais e calhas para remover qualquer acúmulo de água parada.
  2. Proteção individual: aplicar repelente de insetos diariamente na pele exposta e utilizar roupas compridas em horários de maior atividade dos mosquitos.
  3. Barreiras físicas: instalar telas de proteção em portas e janelas de residências.

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