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Fiocruz aponta queda nos casos de SRAG no país, mas nove capitais mantêm tendência de alta

O boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que, apesar da queda nacional nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), nove capitais brasileiras ainda registram tendência de alta. A Influenza A

Fiocruz aponta queda nos casos de SRAG no país, mas nove capitais mantêm tendência de alta
Airton Guimes da Silva
  • Publishedjulho 10, 2026

Boletim InfoGripe aponta que Influenza A lidera as mortes por complicações respiratórias, respondendo por 33,1% dos óbitos; vírus sincicial respiratório é o principal causador de internações infantis.

Por Anna Karina de Carvalho — Repórter da Agência Brasil – Publicado em 10/07/2026 09:24 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam uma tendência geral de redução em território nacional. Contudo, o cenário exige atenção constante, uma vez que nove capitais ainda registram crescimento sustentado da doença. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do boletim InfoGripe. O monitoramento aponta que o vírus da Influenza B mantém expansão em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto a incidência geral da síndrome segue concentrada na primeira infância e a mortalidade afeta majoritariamente a população idosa.

De acordo com o levantamento técnico, os quadros graves decorrentes do vírus Influenza B continuam em ascensão no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em contrapartida, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo dão sinais de interrupção no avanço ou início de declínio de contágio. Até a Semana Epidemiológica 26, as nove capitais em situação de crescimento de longo prazo e classificadas em níveis de alerta ou risco foram: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.

Perfil das Vítimas e o Impacto do Vírus Sincicial

Nas regiões Centro-Sul e Norte, o avanço da síndrome possui alvos biológicos bem delimitados. O aumento de casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre é impulsionado principalmente por infecções em crianças menores de 4 anos. Já em Rio Branco, o surto atinge a faixa de 2 a 14 anos. O agravamento em idosos também foi detectado em capitais como Manaus e Belo Horizonte. A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella reforça que, apesar do recuo nacional, a circulação viral permanece alta, tornando indispensável a atualização da vacina contra a gripe pelos grupos prioritários e o uso de máscaras protetoras por indivíduos sintomáticos.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi o grande responsável pelas internações, respondendo por 55,9% dos laudos laboratoriais positivos, seguido pelo rinovírus (23,3%) e pela Influenza A (12,7%). Contudo, quando a análise se desloca para o índice de letalidade, a balança se inverte: a Influenza A desponta como a maior causa de óbitos no país, sendo o fator determinante em 33,1% das mortes registradas. O rinovírus aparece na sequência com 26,3% dos óbitos, enquanto as notificações ligadas à covid-19 permanecem em patamares baixos em todas as faixas etárias.

Balanço Anual e Comportamento por Faixa Etária

Desde o início do ano, o Brasil notificou o acumulado de 109.347 casos de SRAG. Desse montante consolidado, 51,7% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório específico e 34,5% testaram negativo, restando uma fatia de 7,5% de exames em fase de processamento pelas redes de saúde estaduais.

O InfoGripe detalha que a curva epidemiológica nacional indica retração estável ou manutenção de queda entre cidadãos de 2 a 49 anos e idosos com mais de 65 anos. A única faixa etária que registrou um leve repique flutuante no número de ocorrências hospitalares foi a de adultos entre 50 e 64 anos, enquanto os bebês e crianças menores de 2 anos mantêm um quadro de estabilização em patamares elevados devido à sazonalidade do VSR.

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