Lúpus afeta até 300 mil brasileiros; Sociedade Brasileira de Reumatologia alerta para sintomas
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que a doença autoimune afete até 300 mil pessoas no Brasil, atingindo majoritariamente mulheres jovens. Identificar os sinais precocemente é vital para o
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que a doença autoimune afete até 300 mil pessoas no Brasil, atingindo majoritariamente mulheres jovens. Identificar os sinais precocemente é vital para o controle da inflamação e preservação da função renal.
Por Redação – Publicado em 08 de maio de 2026 às 11:15 – Foto gerada por IA
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica e autoimune que atinge entre 150 mil e 300 mil brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Com o Dia Mundial do Lúpus celebrado em 10 de maio, especialistas reforçam que a informação é a principal ferramenta para acelerar o diagnóstico, que hoje leva, em média, de 4 a 7 anos para ser confirmado após os primeiros sintomas.
A doença manifesta-se principalmente em mulheres entre 20 e 45 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade ou gênero. O LES surge quando o sistema imunológico apresenta um desequilíbrio, produzindo anticorpos que atacam o próprio organismo. O aparecimento depende de predisposição genética, mas pode ser engatilhado por fatores ambientais, como infecções virais e exposição à radiação ultravioleta.
Sintomas e Manifestações Clínicas
O Lúpus é conhecido pela ampla variedade de sintomas, que podem surgir de forma lenta ou agressiva. Os sinais gerais incluem febre, emagrecimento, fraqueza e desânimo. No entanto, a doença é classificada em dois tipos principais:
- Lúpus Cutâneo: Manifesta-se exclusivamente na pele, com manchas avermelhadas em áreas expostas ao sol, como o rosto (frequentemente em formato de “asa de borboleta”), colo e braços.
- Lúpus Sistêmico: Pode acometer múltiplos órgãos e articulações. Um dos indicadores mais graves é a nefrite (inflamação nos rins), que afeta cerca de 50% dos pacientes e pode levar à necessidade de diálise se não tratada precocemente.
Diagnóstico e Manejo da Doença
O diagnóstico combina a avaliação clínica do reumatologista com exames laboratoriais, como hemogramas e testes de autoanticorpos. Embora não exista cura, o controle da doença permite que o paciente tenha qualidade de vida.
O tratamento envolve o uso de medicamentos para equilibrar o sistema imunológico e medidas preventivas rigorosas. O uso de fotoprotetores é indispensável, assim como a suspensão do tabagismo, alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos. “A precocidade do diagnóstico determina uma melhor resposta clínica”, destaca a SBR, reforçando que o acompanhamento médico deve ocorrer a cada três ou seis meses para prevenir reativações graves.
Para auxiliar na disseminação de informações corretas, a SBR disponibiliza em seu site oficial uma cartilha gratuita voltada para leigos, com orientações sobre como conviver com a doença e mitigar seus efeitos.
Leia mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/