Infarto em mulheres pode ter sintomas diferentes e passar despercebido: conheça os sinais
Mortalidade feminina após infarto é 30% maior que a masculina; especialistas alertam para sintomas como cansaço extremo e náuseas, que podem ser confundidos com ansiedade Publicado em 07/05/2026 – 09:50
Mortalidade feminina após infarto é 30% maior que a masculina; especialistas alertam para sintomas como cansaço extremo e náuseas, que podem ser confundidos com ansiedade
Publicado em 07/05/2026 – 09:50
O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil. Embora seja mais frequente entre os homens, o público feminino apresenta um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrer um infarto, o que reforça a necessidade de informação e diagnóstico precoce.
Diferente da dor intensa no peito que irradia para o braço esquerdo — sinal clássico comum em homens —, as mulheres podem apresentar sintomas atípicos. É frequente a ocorrência de cansaço extremo, falta de ar, náuseas, tontura, dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula. Além disso, uma sensação de pressão ou desconforto no peito pode ser erroneamente confundida com crises de ansiedade, retardando a busca por socorro.

A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), explica que a menopausa é um dos principais fatores de risco cardiovascular.
“A queda do estrogênio, hormônio protetor, faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, esclarece.
Em cerca de dez anos após o início da menopausa, as mulheres passam a ter o mesmo risco de infarto e de complicações cardiovasculares que os homens. Outros fatores de risco importantes incluem o tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade e o estresse crônico.
“Como forma de prevenção, é recomendado um estilo de vida saudável, com a prática regular de atividades físicas, no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos. A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais, evitando ultraprocessados. Manter a qualidade do sono e o controle do peso são essenciais”, ressalta a especialista.

Quando procurar ajuda?
O tempo é o fator decisivo para salvar vidas. A recomendação médica é ligar imediatamente para o SAMU (192) diante de dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, especialmente se acompanhada de suor frio, náusea ou dor irradiada. Desmaio ou sensação de morte iminente também são sinais de alerta máximo.
Um atendimento rápido reduz drasticamente o risco de sequelas graves e óbito. “O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se a dor passa”, reforça a Dra. Denise Pellegrini. O infarto é uma emergência médica absoluta, e agir rápido faz toda a diferença entre a vida e a morte.
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