Hérnias abdominais afetam milhões de brasileiros e podem evoluir para quadros graves quando negligenciadas, alerta cirurgião de Goiás
Especialista destaca o avanço da cirurgia robótica no tratamento de hérnias da parede abdominal, incisionais, inguinais e crurais, com recuperação mais rápida e maior precisão cirúrgica Publicado em 04/05/2026 –
Especialista destaca o avanço da cirurgia robótica no tratamento de hérnias da parede abdominal, incisionais, inguinais e crurais, com recuperação mais rápida e maior precisão cirúrgica
Publicado em 04/05/2026 – 16:04 – Foto Freepik
Dor abdominal persistente, abaulamento na região da barriga ou da virilha, sensação de peso ao realizar esforços físicos e desconforto progressivo podem parecer sintomas simples, mas podem esconder um problema cirúrgico muito frequente: as hérnias da parede abdominal.
Segundo especialistas, milhares de brasileiros convivem com hérnias sem diagnóstico adequado ou adiam o tratamento por medo da cirurgia, permitindo a progressão do problema e aumentando o risco de complicações graves, como encarceramento intestinal, estrangulamento de alças intestinais e necessidade de cirurgias de urgência.
O cirurgião do aparelho digestivo e especialista em cirurgia minimamente invasiva e robótica, Dr. Leonardo Emílio da Silva, explica que as hérnias podem surgir em diferentes regiões do corpo e acometem homens e mulheres de diferentes faixas etárias.
“As pessoas geralmente associam hérnia apenas à região da virilha, mas existem diversos tipos. Tratamos frequentemente hérnias da parede abdominal, hérnias incisionais — que surgem após cirurgias prévias — além das hérnias inguinais e crurais. Muitas vezes o paciente convive por anos com dor e limitação funcional sem saber que há tratamento altamente eficaz e moderno disponível”, explica o especialista.
Dr. Leonardo Emílio é Mestre e Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás e Chefe de Equipe Cirúrgica do Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Goiânia.
Tipos mais comuns de hérnias
Entre os tipos mais frequentes tratados atualmente estão:
· Hérnias da parede abdominal: podem surgir no umbigo, acima do umbigo ou em outras regiões do abdome, causando abaulamentos visíveis e desconforto.
· Hérnias incisionais: aparecem em cicatrizes de cirurgias anteriores, podendo ocorrer meses ou anos após o procedimento original.
· Hérnias inguinais: localizadas na virilha, são mais comuns em homens, mas também podem afetar mulheres.
· Hérnias crurais (femorais): mais frequentes em mulheres e apresentam maior risco de complicações por encarceramento.
Diagnóstico precoce evita urgências
O especialista alerta que ignorar os sintomas pode transformar um problema eletivo em uma emergência médica.
“Quando a hérnia cresce progressivamente, ela pode aprisionar estruturas internas, especialmente o intestino. Nesses casos, o paciente pode evoluir com dor intensa, vômitos e até necrose intestinal. O diagnóstico precoce permite um tratamento programado e muito mais seguro”, afirma.
O diagnóstico costuma ser realizado por avaliação clínica especializada e, em alguns casos, complementado por exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada.
Cirurgia robótica: mais precisão e recuperação mais rápida
Nos últimos anos, a cirurgia robótica tem revolucionado o tratamento das hérnias complexas e também das hérnias mais comuns.
A tecnologia permite ao cirurgião operar com visão ampliada em alta definição, movimentos mais precisos e menor trauma cirúrgico.
Entre os principais benefícios estão:
· Menor dor no pós-operatório
· Incisões menores
· Menor sangramento
· Retorno mais rápido às atividades diárias
· Reconstrução mais anatômica da parede abdominal
· Maior precisão em casos complexos e recidivados
“A cirurgia robótica representa um avanço importante especialmente para pacientes com hérnias maiores, hérnias incisionais complexas e casos recidivados. Conseguimos reconstruir a parede abdominal com mais precisão, preservar tecidos e proporcionar recuperação mais rápida ao paciente”, destaca Dr. Leonardo Emílio.
Obesidade e cirurgias prévias aumentam risco
Pacientes com obesidade, tabagismo, múltiplas cirurgias prévias, esforço físico intenso e histórico familiar possuem maior risco para desenvolver hérnias.
Mulheres também merecem atenção especial no diagnóstico das hérnias crurais, frequentemente subdiagnosticadas.
Sobre Dr. Leonardo Emílio da Silva
Mestre e Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.
Chefe de Equipe Cirúrgica do Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Goiânia.
Diretor de Defesa Profissional do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
Presidente da Comissão de Cirurgia Minimamente Invasiva e Cirurgia Robótica do CBC.
Coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Robótica do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás.
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